Abaixo à ditabranda!

07/03/2009

 

 

Manifestantes em frente à Folha

Manifestantes em frente à Folha

Jovens e velhos, alunos e professores, jornalistas e leigos, bichos-grilo e certinhos, pessoas que viveram a ditadura de forma plena e aqueles que apenas a estudaram no banco das escolas. Não é normal encontrar essas perfis compartilhando de um mesmo espaço. Às 10 horas da manhã do dia 7 de março de 2009, porém, elas estavam unidas em um protesto contra um dos maiores veículos de comunicação do país, a Folha de S.Paulo.

Não se sabe ao certo quantos estavam presentes. Segundo a Polícia Militar, os manifestantes eram pouco mais de cento e cinqüenta pessoas. De acordo com a CET, eram trezentas. A organização do evento divulgava que passavam de quinhentas.

A motivação para que essa gente saísse de casa em um sábado nublado foi o editorial publicado na Folha de 17 de fevereiro, em que a empresa se referiu à ditadura militar brasileira com o termo “ditabranda”. Protestos indignados vieram de diversas organizações da sociedade civil e culminaram no ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia em frente à sede do jornal.

Discursos apaixonados, como o do leitor Sérgio Pinheiro Lopes, que teve a primeira carta de indignação publicada na Folha, marcaram as mais de duas horas de protesto. A certa altura, Sérgio disseditadura é ditadura; ditabranda é a porra!”, para delírio da platéia.

Faixa com foto de desaparecidos políticos

Faixa com foto de desaparecidos políticos

Nomes de vítimas do governo militar foram lembrados a todo o momento em discursos e nas fotos espalhadas por toda a frente do prédio. Toshio Kawamura, preso político da época, se emocionou ao relembrar amigos assassinados pelo regime.

Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia, em seus agradecimentos finais, ressaltou a importância da internet na organização do ato. Segundo ele, “se existisse internet na época da ditadura, eles não teriam ficado 20 anos poder.”


O jornalista-político jornalista político

06/03/2009

Entre as inúmeras polêmicas que envolvem o jornalismo uma me chama a atenção de modo especial. Um jornalista pode ser filiado a um partido político? Meu interesse pelo assunto não é gratuito. Desde os 16 anos sou membro do PSDB, intercalando períodos de militância mais e menos ativa.

Entrei para a política antes mesmo de ter me descoberto jornalista. Por diversas vezes me vi diante de dilemas, achando que deveria escolher entre um e outro. Assim foi, por exemplo, quando entrei para a faculdade e, mais tarde, quando recebi o convite para presidir o movimento de apoio a um determinado político. Nunca consegui abri mão de nenhum, porque possuo um amor muito grande por esses dois mundos.

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