“O papel encontrará outras funções”

12/04/2009

Recomendo a leitura dessa entrevista do jornalista português Paulo Querido. Ele faz bastante sucesso na terra de Cabral, principalmente na internet, e sua opinião sobre o futuro do jornalismo deve sempre ser levada em conta – concorde-se ou não com ela.

As teses dele, em grande medida, caminham ao lado da minha idéia de que os jornais de papel devem encontrar uma fórmula que permita algo (muito) além da notícia pura e simples.

Destaco, em especial, esse trecho:

“Enquanto meio, não vejo o fim do papel nem a meio século. Agora como meio de transporte de jornalismo, sê-lo-á tendencialmente menos. Isto será vertical — ou seja, tanto as massas como as elites serão consumidoras do papel, o que quer que seja que ele veicule. Provavelmente, produtos de grande qualidade num topo e produtos de escasso valor no outro extremo.”


lainformacion.com

29/03/2009

Mario Tascón é um dos jornalistas espanhóis mais festejados ao redor do mundo.  Fundador do El Mundo, também comandou o braço digital do El País, a empresa Prisacom. Desde abril do ano passado, porém, Tascón largou as grandes corporações para construir seu próprio projeto de jornalismo “do futuro”.

Resultado desse trabalho, está para nascer o site lainformacion.com, que se calcará em um tripé formado por “robôs”, leitores e profissionais. Segundo a própria equipe, “se fossemos dar nomes aos ‘protagonistas’ de cada vértice, estaríamos falando de ELPAÍS.com, Elmundo.es ou 20Minutos.es no canto dos profissionais, de Menéame ou Digg no dos usuários e de Google News ou Topix no dos robôs.”

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Há futuro para o jornalismo online?

02/03/2009

Nenhuma outra área pode se utilizar da internet melhor do que o jornalismo. A grande rede de computadores é útil tanto para se descobrir onde há uma história como para contá-la. Além disso, a proximidade com os leitores é um diferencial que tende a mexer para sempre com a cabeça dos jornalistas. Em questão de segundos já é possível conhecer a opinião de muitas pessoas sobre um determinado assunto, sem que para isso seja necessário investir uma enormidade de dinheiro em algum tipo de pesquisa.

As qualidades são muitas, mas o horizonte é incerto. Não se sabe ao certo como a imprensa poderá sobreviver de maneira rentável em meio a tantas alternativas. A criação de uma forma mais rentável de publicidade, a cobrança de assinaturas para os sites, o pagamento pelo acesso a cada notícia. Ainda não existe consenso e, até onde se sabe, nenhuma fórmula parece ser absolutamente segura. A cada dia o debate parece mais quente e a solução mais distante.

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