Ato e fato na questão da ditabranda

08/03/2009

Desde pequeno ouço meu pai falar que muitas vezes o problema não está no fato, mas no ato. Ao meu ver é exatamente isso que provocou a enorme reação contra o termo ditabranda utilizado no editorial de 17 de fevereiro da Folha de S.Paulo.

Tirando aqueles que jamais estudaram a história do Brasil ou dos meios de comunicação, o passado nada abonador do jornal da família Frias é de conhecimento público. A forma como Otavião defendia o regime militar, inclusive com o apoio financeiro à Operação Bandeirante (OBAN), marcaram para sempre a imagem da empresa.

Leia o resto deste post »


Um ato de cidadania

08/03/2009
A dita foi branda para quem?

A dita foi branda para quem?


Abaixo à ditabranda!

07/03/2009

 

 

Manifestantes em frente à Folha

Manifestantes em frente à Folha

Jovens e velhos, alunos e professores, jornalistas e leigos, bichos-grilo e certinhos, pessoas que viveram a ditadura de forma plena e aqueles que apenas a estudaram no banco das escolas. Não é normal encontrar essas perfis compartilhando de um mesmo espaço. Às 10 horas da manhã do dia 7 de março de 2009, porém, elas estavam unidas em um protesto contra um dos maiores veículos de comunicação do país, a Folha de S.Paulo.

Não se sabe ao certo quantos estavam presentes. Segundo a Polícia Militar, os manifestantes eram pouco mais de cento e cinqüenta pessoas. De acordo com a CET, eram trezentas. A organização do evento divulgava que passavam de quinhentas.

A motivação para que essa gente saísse de casa em um sábado nublado foi o editorial publicado na Folha de 17 de fevereiro, em que a empresa se referiu à ditadura militar brasileira com o termo “ditabranda”. Protestos indignados vieram de diversas organizações da sociedade civil e culminaram no ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia em frente à sede do jornal.

Discursos apaixonados, como o do leitor Sérgio Pinheiro Lopes, que teve a primeira carta de indignação publicada na Folha, marcaram as mais de duas horas de protesto. A certa altura, Sérgio disseditadura é ditadura; ditabranda é a porra!”, para delírio da platéia.

Faixa com foto de desaparecidos políticos

Faixa com foto de desaparecidos políticos

Nomes de vítimas do governo militar foram lembrados a todo o momento em discursos e nas fotos espalhadas por toda a frente do prédio. Toshio Kawamura, preso político da época, se emocionou ao relembrar amigos assassinados pelo regime.

Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia, em seus agradecimentos finais, ressaltou a importância da internet na organização do ato. Segundo ele, “se existisse internet na época da ditadura, eles não teriam ficado 20 anos poder.”


Herzog e a “ditabranda”

04/03/2009

Ainda pretendo falar com mais calma sobre o assunto – e provavelmente até o final de semana teremos um artigo mais detalhado sobre ele -, mas seja como for não posso deixar de retransmitir essa charge que encontrei no Vi o Mundo, blog do jornalista Luiz Carlos Azenha.

A ditadura revisitada pela Folha de São Paulo

A ditadura revista pela Folha


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.