Recomendo a leitura dessa entrevista do jornalista português Paulo Querido. Ele faz bastante sucesso na terra de Cabral, principalmente na internet, e sua opinião sobre o futuro do jornalismo deve sempre ser levada em conta – concorde-se ou não com ela.
As teses dele, em grande medida, caminham ao lado da minha idéia de que os jornais de papel devem encontrar uma fórmula que permita algo (muito) além da notícia pura e simples.
Destaco, em especial, esse trecho:
“Enquanto meio, não vejo o fim do papel nem a meio século. Agora como meio de transporte de jornalismo, sê-lo-á tendencialmente menos. Isto será vertical — ou seja, tanto as massas como as elites serão consumidoras do papel, o que quer que seja que ele veicule. Provavelmente, produtos de grande qualidade num topo e produtos de escasso valor no outro extremo.”
@ghfs88
